terça-feira, 26 de julho de 2011
imagine só que ironia:
se tudo o que ansiara agora eu tinha
se o desejo realizado já não possuía serventia.
o tempo se encolheu feito mola
e o dia de ontem se assemelha ao de outrora.
o encanto se esconde
embaixo da estante
e em um único instante
se percebe no olhar do amante
que algo se desfez
e, dessa vez,
sem rompante
nem alarde.
o beijo não arde,
o sorriso chega tarde.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Como tornar real a habilidade de trazer à tona a avalanche de pensamentos concadenados no momento em que se deseja. Aquele quando se tem a vontade de nãodesgrudaracanetadopapelnemmesmoparadasespaçoàspalavras com medo que saiam voando por aí, se percam num labirinto sem volta ou simplesmente derretam sob chuva de lágrimas.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
A irmã dizia pra outra o tempo todo que queria ser médica, mas tinha pavor de sangue escorredo pelo nariz. Morria de aflição quando o dente mole estava prestes a cair, e achava aquelas roupas brancas um tanto quanto macabras.
Talvez ela quisesse paracer corajosa perante a irmã, como se o medo e o nojo e a repulsa fossem só de brincadeira, que no fundo ela não tinha nenhuma dessas frescuras e podia muito bem ser uma ótima médica. Ou, quem sabe, ela era mesmo corajosa e colocava as frescuras na frente pra que a irmãzinha pudesse se sentir maior e mais forte que ela quando a encorajava a superar os medos?
Quantas possibilidades de causa existem em uma ação?
quarta-feira, 29 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
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