terça-feira, 28 de julho de 2015

Sonhei que estava em um mar estrangeiro, não conhecia ninguém ali mas me divertia com as pessoas à minha volta. Fazia um dia lindo e estava tudo calmo até que mar virou subitamente e eu por um momento me assustei! Tive aquela sensação de pavor, que precede algo muito ruim que pode acontecer, mas depois eu percebi que já havia passado por situação bem parecida antes e, dessa vez, eu fiz diferente. Retomei a calma e avisei pra pessoa que estava ao meu lado que a maré estava virando, que era preciso cautela. As ondas se agigantavam nas nossas costas e eu conseguia furá-las com precisão de peixe. Pena que nem todo mundo tinha a mesma habilidade ou perspicácia. Quem sabe lhes faltava a experiência de nadar em águas turbulentas com a mesma naturalidade de quem bóia em serenidade. Depois de três ondas dessas eu avistei um pouco à frente uma prancha de bodyboard e precisei tomar uma decisão: continuar em local seguro o suficiente pra continuar furando as ondas e esperar até que a maré se acalmasse, ou nadar o mais rápido possível até aquela prancha, correndo o risco de que a onda fosse mais rápida que eu e me pegasse antes de alcançá-la; e ainda havia a possibilidade de, mesmo com a prancha, não conseguir surfar essa montanha de água, até porque já faziam uns 20 anos que não me aventurava nem sequer em marolinhas inofensivas. Mas eu não hesitei, fiz o que era preciso, fiz o que sabia que tinha que fazer. Meu corpo sabia o que fazer. Nadei com todas as minhas forças em direção à prancha que iria me salvar, mas não sem antes me proporcionar uma das mais impressionantes descargas de adrenalina que eu já havia experimentado. Me agarrei à prancha, sob o olhar arregalado das pessoas que tentavam se manter à superfície no meio daquela tormenta. Mas em nenhum momento o sol deixou de brilhar, nem o céu se despiu do azul que nos engolia... A onda estourou aos meus pés e me empurrou com força pra frente. Meu sorriso voltou enorme, tão grande como as ondas. Mesmo morrendo de medo eu surfei aquela onda.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Sonhei que era um Samurai. Só falava japonês.
Estava passando por um vilarejo, sozinho. Eu era um homem grande e forte.
Tinham outros guerreiros me desafiando, mas eu não queria mais lutar. Sabia que poderia derrota-los com um único golpe. Sabia da minha força e que eu era um mestre das artes marciais. Eu sabia mesmo, e me doía vê-lo querendo lutar. Eles ficavam me provocando eu eu permanecia sereno.
Um homem específico parecia estar mais raivoso que os outros e eu tentava convencê-lo a não lutar pois sabia que o mataria rapidamente e eu não queria mais matar ninguém. Fui me desvencilhando deles até que consegui sair dali sem lutas e sem morte. Ele era um tolo, esse homem que me desafiava, mas eu fui um sábio

quarta-feira, 4 de março de 2015

Sonhei que passei a noite em uma festinha, não lembro quem estava, nem onde era. Parecia um ambiente como aquele dos churrasco que meus pais me levavam quando criança, mas isso é só uma referência, porque não era esse lugar. Ora íamos pra área externa, para a interna. Agora escrevendo me fez lembrar a noite que foi atropelada., com seis anos de idade. Na festa eu não estava bebendo, não queria beber, mas no finalzinho eu cedi aos meus amigos, que não faço nem ideia de quem eram, e tomei uma dose de cachaça artesanal. Fui para casa sozinha, dirigindo. Eu morava em um cubículo de apenas um cômodo, com banheiro. Era como uma sala comercial, na beira de uma avenida, com cara de centro da cidade. Eu fiquei um tempo sozinha em cima da cama de solteiro, que era o único imóvel dentro do quarto. Parecia mais uma cela. Eu estava prisioneira por opção. Quando me dei conta disso me levantei e saí pela porta da frente. Agora, ao invés de Grande Avenida, a  rua havia se transformado em uma ruazinha estreita, de terra, com matagal dos dois lados, como os terrenos baldios da infância que eu e meus vizinhos invadíamos em busca de aventura. Eu embiquei meu carro ali nessa rua, engrenei a primeira marcha eu coloquei ele para andar sozinho. Achei que ele fosse parar em algum momento mas ele continua andando, andando, até se perder da minha vista. Escutei um barulho de batida e corri até o final da rua. Vi uma estrada asfaltada, como aquela do Engenho do Mato, e meu carro tinha batido em outro e causara um acidente enorme. Eu não sabia se haviam vítimas e eu fugi. Me tornei uma foragida da Justiça e acordei,

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sonhei com a minha ex. Estávamos no meu quarto, na casa de Itaipu. As duas na janela, fumando um baseado e contemplando a natureza, quando apareceu um macaco na árvore. Ele era bem alegre e chamávamos ele de Zoação. Do nado macaco pula para dentro de casa, e no fundo sabíamos que isso ia acontecer, mas momento que adentrou pela janela ele se transformou em um cachorro. Deixei ela, o baseado e o cachorro lá em casa e fui trabalhar feliz.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Ah, pois se fossemos pássaros
Não nos sentiríamos tão sós
Seríamos mais iguais que diferentes
Nas penas simétricas confundiríamos 
Nossos irmãos a nós mesmos
As dores compartilhadas no ninho
Pesariam menos que formiga na ponta do bico

Nas asas arqueadas, ventos deslizando
Limpando cada partícula extra
Aquelas que não precisamos carregar
As mágoas seriam esquecidas
Logo no primeiro vôo
Cada semente encontrada
Em minha pequena boca
Germinaria canto sutil
Poesia espontânea na fala
Ante a dureza dos predadores

Me tranco em gaiolas
Nem pássaro ainda sou
Canto triste, só pra dentro
Com receio que me ouçam o pio
Desejando o dia em que
Entre vôos altos e rasantes
Sejam apenas de piruetas
Os medos disponíveis

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Escrevendo a dedicatória no livro que comprei pra você reparo que a vontade é de escrever muito mais, continuar escrevendo para que de alguma forma lhe mostrar o amor que acabei de inventar para nós. Contenho-me enquanto somos luz e sombra e seguro as palavras para serem ditas quando oportuno for para ti escuta-las, e não simplesmente por que teimam em serem ditas por minha boca ansiosa, anseiosa.