terça-feira, 24 de março de 2020

empreender uma jornada vanguardista em minha própria vida me leva a algum momento duvidar de mim mesma. caio em pretextos auto indulgentes para justificar minha auto sabotagem.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Rock AO VIVO.
Sapatão solitária à direita.
Sapatão solitária à dentro.
Todos me olham, e não é com cara de que viram ET.
Eu gosto de ser olhada, só não sabia disso.
Gosto até da cacura solitária me olhando enquanto gira o canudo no copo com a ponta dos dedos e aperta os olhos através da lente embaçada, dos óculos sujos pelas mesmas pontas dos dedos que ela imagina me penetrar enquanto eu escrevo no meu pequeno caderno preto.
As lâmpadas enroladas na copa da árvore camuflam a lua crescente que mesmo disfarçada tenta nos seduzir.
Abençoados aos que cedem aos seus encantos.
Selfies sorridentes por todos os cantos de bocas falsos camuflam a solidão disfarçada.


São as crianças e os animais que sempre me fazem sorrir.
Sorrio de volta.
Faço carinho em cachorro de rua, solitários somos, cadelas vadias nas ruas, nas noites.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Sonhei que visitava um local que ficava em uma floresta. Na entrada da trilha que dava acesso à casa, tinha um pórtico todo com eucaliptos. Tinha como símbolo uma borboleta e era liderada por uma anciã. Fui recebida por ela com muita alegria com um largo sorriso de boas-vindas. Às 5:05 acordei com suas palavras ressoando na memória: seja bem-vinda ao centro intensivo metamorfoseador.

domingo, 14 de abril de 2019

Sonhei com um cavalo preto.  Ele tinha algo nos olhos. Achei que chorava. Era uma placa de lágrima condensada atrás da retina.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Sonhei que limpava as paredes internas do armário do meu quarto.

sábado, 25 de agosto de 2018

Sonhei o sonho mais impressionante de todos, da vida. Uma voz dizia: ILUMINA. ILUMINANDO, enquanto se movimentava em torno de mim. Eu senti o meu corpo revirar por dentro, como se estivesse pegando fogo, e pela minha boca saiu uma massa espessa e brilhante, como lava viva. Era como se eu estivesse saindo pela boca, virando do avesso, e pegando fogo. Eu sabia que não estava sozinha, mas não havia ninguém ao meu lado, só essa voz ordenando que eu iluminasse. Acordei com o coração na boca, foi muito real.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Quando se tem medo de perder
Já se perdeu
Percebeu que já não vive na presença
Daquilo que estima
Se apega ao que já foi
Diz que tem medo de perder
Sabe que perdeu
Não sente-se falta do que se vive.