quarta-feira, 19 de agosto de 2009

se choro essas lágrima de pavor é a emoção que não posso conter
transbordamento que a razão não entende
fácil de perceber mas impossível de explicar
só se compreende pela força do AMOR

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Você pode querer que as pessoas comprem seu barulho, vistam-se com suas dores e compartilhem de suas angústias. Mas não pode obrigá-las à isso. Se acontece a empatia, é de forma natural.
Se você menospreza o outro dizendo que ele deveria entender, deveria sentir e pensar como você, e já que não é assim, o outro não tem valor, então você nunca conseguirá ser ouvido.
A intenção de seu discurso deve ser fiel e coerente com sus dogmas e valores, mas a forma como é expressada tem que estar de acordo com quem te ouve, senão a mensagem não chega. É preciso que falemos a mesma língua.

terça-feira, 26 de maio de 2009

QUEM É ESTA MULHER
QUE SENTE FORTE COMO O FURACÃO
QUE EXTIRPA AS DORES DO SEU CORAÇÃO
COM PALAVRAS ORA TRÊMULAS DE DESESPERO
ORA SÓLIDAS COMO VERDADES INTOCADAS

ELA ME MOVE
ELA ME ANIMA
ELA ME INSTIGA
ELA ME FAZ SER EU

TALVEZ NEM SAIBA O QUE VAMOS NOS TORNAR

A PORTA CERTA
PRO CAMINHO DAS PEDRAS

A RESPOSTA JÁ ESTAVA EM SEU LUGAR

AFROUXAR O SAPATO
AONDE O CALO APERTA

sábado, 8 de novembro de 2008

Eu mergulhei no mar. Era um mar calmo, de ondas pequeninas e água transparente onde podia-se nadar de olhos abertos sem arder e ver o fundo do mar cheio de pedrinhas redondinhas e pequenas. O dia quente, o céu azul sem nuvens. Enquanto eu entrava nas águas salgadas ouvia uma voz masculina, muito suave, me dizendo para ir ainda mais fundo. Que o oceano era tão vasto quanto o mundo e que era a minha morada.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

UM HOMEM, UMA MULHER


Título Original: Un Homme et Une Femme
Gênero: Drama

Origem/Ano: FRA/1966

Duração: 102 min

Direção: Claude Lelouch

Em Deauville, num domingo de inverno, a jovem viúva de 30 anos, Anne Gauthier (Anouk Aimée), visita sua filha Françoise, estudante num internato da cidade. Jean-Louis Duroc (Jean-Louis Trintignant) também vem rever o filho Antoine, aluno e hóspede no mesmo endereço. No momento de voltar a Paris, Anne perde o trem e Jean-Louis lhe oferece uma carona. A semana passa e Jean-Louis só pensa na bela mulher que conheceu.
No domingo seguinte, eles se reencontram na praia de Deauville acompanhados dos filhos. Cada um é tão lento para revelar algo de pessoal, que cada revelação é oculta por uma má interpretação. Eles se tornam amigos próximos e, em seguida, ela revela que não pode ter um amante, porque, a memória do marido ainda é demasiada forte. Ele, um piloto de corridas de automóveis; ela, roteirista de cinema, tentam conduzir um relacionamento sincero e bem humorado em meio às insistentes demandas familiares e profissionais.

Um Homem, Uma Mulher despertou os olhares do mundo para a obra do premiado diretor Claude Lelouch. O filme faz uso de uma fotografia belíssima, e da música dos brasileiros Vinícius de Moraes e Baden Powell, para mostrar o despertar do amor entre o solitário convicto e a mulher precocemente viúva.

Lelouch brinca com as cores para localizar a platéia no tempo, usando o preto-e-branco e colorido para retratar memórias ou os diálogos do presente, respectivamente. Pode-se ver e ouvir nas telas os pensamentos do par questionando seus sentimentos sobre a possibilidade de iniciar um novo relacionamento. Grande parte do filme é falado em wordlessly in action, ou através de uma audição dos seus pensamentos conforme eles vão discorrendo sobre o seu dia.

Eles sabem que se amam, mas ela não se vê pronta para ele. Ela ainda está presa ao passado e é preciso se libertar do que a prende àquela história, que foi linda, mas acabou há muito tempo.
Ele, apesar de também ter sofrido muito com a perda brutal de sua esposa, já decidira voltar a ser feliz. Estava dando uma nova chance à vida. Ela o amava, mais amava ainda mais a história de amor, eternizada como num filme. E foi preciso tempo para que ela se deixasse tocar por essa nova sensação de esperança que chamamos AMOR.

Podemos ver no filme como se dá a relação das personagens com o tempo, tanto no caráter individual, quanto no momento de interação com o outro.
A máxima “cada um tem seu tempo” se torna facilmente compreensível quando sentimos, através das experiências de Anne e Jean-Louis que, apesar dos acontecimentos da vida deles terem um traço de semelhança, a maneira como cada um se comporta é pessoal, única e especial.
Este romance nos diz que quando existe amor, existe junto o respeito ao tempo do outro, ao nosso tempo e ao tempo da relação.

domingo, 12 de outubro de 2008

Eu ?

Às vezes vivo na superfície de mim mesma.
Bóio sobre minha existência.
Sabe aquela coisa de alma saindo do corpo e se vendo de fora?
É como se eu não estivesse vivendo o que estou vivendo.
É um outro eu. (?)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sair do "algo a dizer", simplesmente dizer.
Nem sempre você vai encontrar as palavras mais bonitas e contundentes para expressar o que sente e pensa.
Muitas vezes você se perde nesse emaranhado de prolixidade e no meio do discurso já não sabe para onde estava indo.
Desejo que seja lindo da forma que for.
Não force a barra, aos poucos você chega lá.
Aqui estou eu, na Barra.