Se quando a gente não sabe o que fazer.
Quando não chega às palavras que teria que dizer.
Fica achando que um milagre trará o desfecho desse querer,
quando o milagre é o que faz o não querer.
O que nos transcende ao padrão.
O que nos move além dos rituais, é o mesmo que nos prende, só que ao contrário.
Já que opostos são complementares e que três mil mundos podem existir em um único momento, se toda a gama de ser pode ser manifesta entre esses dois opostos, quando vemos o que não nos agrada, podemos manifestar justamente o que nos surpreende.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
E sempre haverá um lugar aqui dentro onde você não irá chegar. Um lugar onde nem eu mesma chegarei. Sempre haverá um lugar onde não fomos, onde não somos.
DEEPER, DARKER, WARMER.
Agora já reconheço melhor onde antes era só desconhecido e assustador. Como se fosse uma bola úmida e quente pairando dentro do peito. Um buraco que a qualquer momento pode me sugar e de onde é difícil sair. Uma vez que se adentra, é denso. Sugere uma dor que, de verdade, atrai. É como se quisesse provar pra mim que já sou forte o suficiente para enfrentar àquilo, mas nunca sei o que me espera depois da nebulosa azul brillhante.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Quero me despir. Tirar essa roupa velha.
Me despir do mundo, me despir de mim mesma. Nua de mim, nua de ti. Como me despir de ti? Como me despir de mim?
Tiro essa roupa, visto outra. A escolha antecipada não vale de nada. Não existe a escolha. Existem roupas e existe o corpo nu. O meu corpo já é a minha roupa.
Quais outras roupas estou usando, essas que não me servem mais? Me rasgo.
Eu quero a nudez, e que todas as possibilidades me caibam.
A nudez que mostra, que exprime, que expõe.
E dentro da nudez ainda existe algo a ser descoberto, e é ali que quero chegar.
Mas antes preciso tirar essa roupa velha.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Rolei na beira do mar
brincando de espumas feito infância.
Deitada na areia de corpo inteiro,
vejo as gaivotas em voôs razantes,
fazendo um jogo ligeiro
quase que dançando.
O mar virou um espelho prateado com um fio de ouro por onde o sol vem me ver.
E essas águas mornas, morada dos deuses, lavam minh'alma e meu ser.
sábado, 7 de agosto de 2010
O mundo toma a forma que damos à ele. Como uma imagem em 3D q é formada pela simples sobreposição de linhas onde você logo tem a impressão de estar vendo uma forma. Farsa. Forma forjada pelos seus olhos. Sua mente. O mundo é aquilo que acreditamos que ele seja. Claro que isso pode parecer totalmente patético já que o mundo é o mundo. Mas é que nós nascemos e fomos formados para acreditar nesse mundo. Nas coisas desse jeito. E as mudanças de conceitos, de formas de ver o mundo ocorrem a longo prazo de forma tão lenta que na maioria da vezes não a percebemos. É como a translação. Há de existir uma forma de fazer o mundo tomar a forma que nós queremos, agora, neste momento.
Possuindo profunda convicção e fé inabalável eu posso transformar a minha realidade. O meu mundo. E ajudar as pessoas que me rodeiam a se transformarem também.
Foi um momento muito delicado. Sem trabalho, sem dinheiro, sozinha. Estava com minha auto estima muito baixa e um quadro psicológico que se não fosse trabalhado resultaria em depressão. E esse sentimento de desorientação. Eu precisava me achar. Precisava encontrar um norte. Como que ter certeza de para onde estava indo. Ter certeza dentro de mim. Confiar em mim. Pisar firme no meu chão.
Quando comecei a olhar para mim de verdade, a procurar entender as minhas atitudes, as minhas palavras e os meus pensamentos, as coisas começaram a mudar. Com ajuda de outras pessoas fui entendendo melhor o meu comportamento. Fui criando a coragem de ver o quão ridícula eu poderia ser às vezes. E construía a capacidade de rir da minha ridicularidade. E ver realmente que boba que eu era. Boba que eu ERA. Porque ao mesmo tempo em que enxergava meus defeitos, eu também começava a enxergar as minhas forças. Via que eu realmente tinha potencial para conquistar tudo o que sonhava. Parei de me sentir ridícula e passei a gostar mais de mim, a valorizar a minha compania, a querer evoluir cada vez mais. Passei a enxergar, o que antes era um sonho escondido atrás de medos e inseguranças, como um plano concreto para construir meu futuro.
Assinar:
Postagens (Atom)