A vida não é linear, ela é feita de pontos que, a qualquer momento, podem se cruzar.
Cada um consegue, em algum momento desse caminho, expressar e ensinar.
Ajudar ao outro e a si mesmo nesse vai e vem de erros e acertos.
É possível se deixar tocar sem se afetar? Sem se perder de si?
Até onde devemos ir no outro? Até onde deixamos entrar?
Desperto para os limites que tentamos construir entre nós.
Você pula meu muro, eu arrombo seu portão e por favor, apague as fitas de segurança.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Você pode querer que as pessoas comprem seu barulho, vistam-se com suas dores e compartilhem de suas angústias. Mas não pode obrigá-las à isso. Se acontece a empatia, é de forma natural.
Se você menospreza o outro dizendo que ele deveria entender, deveria sentir e pensar como você, e já que não é assim, o outro não tem valor, então você nunca conseguirá ser ouvido.
A intenção de seu discurso deve ser fiel e coerente com sus dogmas e valores, mas a forma como é expressada tem que estar de acordo com quem te ouve, senão a mensagem não chega. É preciso que falemos a mesma língua.
Se você menospreza o outro dizendo que ele deveria entender, deveria sentir e pensar como você, e já que não é assim, o outro não tem valor, então você nunca conseguirá ser ouvido.
A intenção de seu discurso deve ser fiel e coerente com sus dogmas e valores, mas a forma como é expressada tem que estar de acordo com quem te ouve, senão a mensagem não chega. É preciso que falemos a mesma língua.
terça-feira, 26 de maio de 2009
QUEM É ESTA MULHER
QUE SENTE FORTE COMO O FURACÃO
QUE EXTIRPA AS DORES DO SEU CORAÇÃO
COM PALAVRAS ORA TRÊMULAS DE DESESPERO
ORA SÓLIDAS COMO VERDADES INTOCADAS
ELA ME MOVE
ELA ME ANIMA
ELA ME INSTIGA
ELA ME FAZ SER EU
TALVEZ NEM SAIBA O QUE VAMOS NOS TORNAR
A PORTA CERTA
PRO CAMINHO DAS PEDRAS
A RESPOSTA JÁ ESTAVA EM SEU LUGAR
AFROUXAR O SAPATO
AONDE O CALO APERTA
QUE SENTE FORTE COMO O FURACÃO
QUE EXTIRPA AS DORES DO SEU CORAÇÃO
COM PALAVRAS ORA TRÊMULAS DE DESESPERO
ORA SÓLIDAS COMO VERDADES INTOCADAS
ELA ME MOVE
ELA ME ANIMA
ELA ME INSTIGA
ELA ME FAZ SER EU
TALVEZ NEM SAIBA O QUE VAMOS NOS TORNAR
A PORTA CERTA
PRO CAMINHO DAS PEDRAS
A RESPOSTA JÁ ESTAVA EM SEU LUGAR
AFROUXAR O SAPATO
AONDE O CALO APERTA
sábado, 8 de novembro de 2008
Eu mergulhei no mar. Era um mar calmo, de ondas pequeninas e água transparente onde podia-se nadar de olhos abertos sem arder e ver o fundo do mar cheio de pedrinhas redondinhas e pequenas. O dia quente, o céu azul sem nuvens. Enquanto eu entrava nas águas salgadas ouvia uma voz masculina, muito suave, me dizendo para ir ainda mais fundo. Que o oceano era tão vasto quanto o mundo e que era a minha morada.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
UM HOMEM, UMA MULHER

Título Original: Un Homme et Une Femme
Gênero: Drama
Gênero: Drama
Origem/Ano: FRA/1966
Duração: 102 min
Direção: Claude Lelouch
Em Deauville, num domingo de inverno, a jovem viúva de 30 anos, Anne Gauthier (Anouk Aimée), visita sua filha Françoise, estudante num internato da cidade. Jean-Louis Duroc (Jean-Louis Trintignant) também vem rever o filho Antoine, aluno e hóspede no mesmo endereço. No momento de voltar a Paris, Anne perde o trem e Jean-Louis lhe oferece uma carona. A semana passa e Jean-Louis só pensa na bela mulher que conheceu.
Em Deauville, num domingo de inverno, a jovem viúva de 30 anos, Anne Gauthier (Anouk Aimée), visita sua filha Françoise, estudante num internato da cidade. Jean-Louis Duroc (Jean-Louis Trintignant) também vem rever o filho Antoine, aluno e hóspede no mesmo endereço. No momento de voltar a Paris, Anne perde o trem e Jean-Louis lhe oferece uma carona. A semana passa e Jean-Louis só pensa na bela mulher que conheceu.
No domingo seguinte, eles se reencontram na praia de Deauville acompanhados dos filhos. Cada um é tão lento para revelar algo de pessoal, que cada revelação é oculta por uma má interpretação. Eles se tornam amigos próximos e, em seguida, ela revela que não pode ter um amante, porque, a memória do marido ainda é demasiada forte. Ele, um piloto de corridas de automóveis; ela, roteirista de cinema, tentam conduzir um relacionamento sincero e bem humorado em meio às insistentes demandas familiares e profissionais.
Um Homem, Uma Mulher despertou os olhares do mundo para a obra do premiado diretor Claude Lelouch. O filme faz uso de uma fotografia belíssima, e da música dos brasileiros Vinícius de Moraes e Baden Powell, para mostrar o despertar do amor entre o solitário convicto e a mulher precocemente viúva.
Lelouch brinca com as cores para localizar a platéia no tempo, usando o preto-e-branco e colorido para retratar memórias ou os diálogos do presente, respectivamente. Pode-se ver e ouvir nas telas os pensamentos do par questionando seus sentimentos sobre a possibilidade de iniciar um novo relacionamento. Grande parte do filme é falado em wordlessly in action, ou através de uma audição dos seus pensamentos conforme eles vão discorrendo sobre o seu dia.
Eles sabem que se amam, mas ela não se vê pronta para ele. Ela ainda está presa ao passado e é preciso se libertar do que a prende àquela história, que foi linda, mas acabou há muito tempo.
Ele, apesar de também ter sofrido muito com a perda brutal de sua esposa, já decidira voltar a ser feliz. Estava dando uma nova chance à vida. Ela o amava, mais amava ainda mais a história de amor, eternizada como num filme. E foi preciso tempo para que ela se deixasse tocar por essa nova sensação de esperança que chamamos AMOR.
Podemos ver no filme como se dá a relação das personagens com o tempo, tanto no caráter individual, quanto no momento de interação com o outro.
A máxima “cada um tem seu tempo” se torna facilmente compreensível quando sentimos, através das experiências de Anne e Jean-Louis que, apesar dos acontecimentos da vida deles terem um traço de semelhança, a maneira como cada um se comporta é pessoal, única e especial.
Este romance nos diz que quando existe amor, existe junto o respeito ao tempo do outro, ao nosso tempo e ao tempo da relação.
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